1 – NOSSOS OBJETIVOS

 ??????????????

Democratizar o uso das leis de incentivo, tornando-as instrumentos reais de produção e difusão das obras culturais, protegendo e amparando as pequenas e médias produções.  Controlar e avaliar o verdadeiro custo-benefício CULTURAL dos recursos investidos.

Maximizar os mecanismos de apoio PARA TODOS (Campanhas de Popularização de Ingressos, Programação Cultural adequada nos CEUs, uso democrático das  casas de espetáculo do estado, projetos de itinerância e outros que possam ser criados nesta direção), a partir de recursos direcionados e mantidos  por programas governamentais,  incentivados ou não. Promover a valorização do ingresso.

Maximizar a relação cultura-educação, através de programas que envolvam a formação cultural dos alunos das redes de ensino.

Trabalhar para definir um Projeto Cultural Brasileiro através de todos os mecanismos de apoio à produção e difusão da criação artística de pequeno e médio porte.

??????????????

Documento apresentado em reunião com o Exmo. Secretário Municipal de Cultura, Sr. Juca Ferreira, realizada no dia 16 de janeiro de 2013, às 16hs, na Galeria Olido, Av. São João 473 – 11  andar.

  SOBRE A POLÍTICA DA CULTURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

As linguagens da Arte acentuam, na atualidade, sua relevância social, cultural e educacional. A arte é reconhecida como área do conhecimento humano. Muitos artistas e arte educadores já compreendem e atingem  esse papel sociocultural, em que o artista é também o cidadão participativo, criativo e crítico.

Somos um grupo de cidadãos atores, arte educadores e produtores culturais, interessados em discutir as políticas voltadas para a ação cultural na Cidade de São Paulo. Estamos convencidos de que reduzir esta ação à mera multiplicação de produtos, utilizando as leis de Incentivo, não basta, mantendo-se a exigência de que o Estado e as categorias envolvidas atuem na investigação, no questionamento e no desenvolvimento do papel da cultura no maior município do País, frente à criação e difusão dos bens culturais, e às ações efetivas para a formação de públicos e fruição artística.

Não identificamos, no momento presente, a realização, pelo governo municipal e pelas entidades representativas, de discussão ampla e transparente do espaço público cultural. Ações e equipamentos são geridos e definidos sem consulta, desconhecendo-se os motivos e os percursos realizados, numa política segmentada, que vem minimizando  o caráter de participação coletiva que historicamente se buscou atingir, na criação das políticas públicas para as artes na Cidade.

Relacionamos abaixo algumas de nossas sugestões, propostas e preocupações, para suscitar a reflexão, a memória, a imaginação e, sobretudo a nossa interação,  na discussão sobre antigas e novas questões da arte cênica, que concernem a todos, e não podem mais esperar.

1 – Os equipamentos denominados CEUS foram projetados para uma dupla ação cidadã: a de impulsionar a atividade artística, cultural e esportiva nos locais em que se encontram suas unidades, mas também de permitir a ampla difusão por todas elas de produções artísticas e ações arte educacionais da Cidade, de forma a permitir o amplo acesso da população à fruição desses bens. Consideramos que a política adequada para os CEUS ainda está por existir.

Propomos a administração e utilização adequadas dos CEUS para a promoção do acesso da população às obras culturais, sobretudo à produção teatral da Cidade de São Paulo. A garantia de recursos que possam apoiar grupos e companhias teatrais na utilização dos mesmos. A seleção democrática e transparente de Projetos, através de comissões representativas de notório saber. E a organização das apresentações em temporadas ou sequencias, para otimizar sua fruição artística e educacional.

2 – Propomos a qualificação da administração e a utilização adequada do Centro Cultural São Paulo e dos Teatros Distritais, para a promoção do acesso da população às obras culturais, sobretudo à produção teatral da Cidade de São Paulo; a revitalização dos mesmos, através de políticas que envolvam apoio para intensa programação e divulgação de obras teatrais; e a recuperação do Mês Teatral, a cada fim de ano, projeto que permitia o rodízio de obras teatrais (uma semana em cada teatro),  democraticamente selecionadas, apoiado por ampla divulgação e ingressos subsidiados, por todos os teatros municipais.

Ainda está presente, na memória de todos, os momentos de intensa efervescência artística do Centro Cultural São Paulo, bem como os resultados positivos anuais da Campanha denominada Mês Teatral, que durante muitos anos animou os teatros distritais (são dez os teatros distritais, e incluem a Galeria Olido).  O papel desses equipamentos é o mesmo dos CEUS, no que se refere a permitir o acesso das populações dos bairros da Cidade à produção cultural. Tais políticas não podem ser geridas sem democratização e apoio financeiro. Não basta distribuir espaços, não basta eleger alguns beneficiários dos mesmos, o que se comprova sempre é que as políticas precisam ter objetivos amplos e apoio seguro para se implantarem de forma eficaz.

3 – Propomos um Programa de ações arte educacionais. É gritante a ausência de projetos destinados a instigar o diálogo entre arte, cultura, educação e comunicação, que promovam a revitalização dos mesmos,  através das linguagens da arte. Na memória de muitos cidadãos desta Cidade deve estar registrado o momento em que tais ações arte educacionais ocorreram no ambiente escolar. Formavam novos públicos,  promovendo o convívio permanente dos educandos com a criação e o conhecimento de  obras artísticas. Esses programas desapareceram, não sendo substituídos por outros de mesma envergadura. Provavelmente nossa inércia em defende-los se deve à crença de que a formação e qualificação de públicos de arte possam ser obtidas através do mero apoio financeiro à produção. No âmbito destas ações, é urgente e necessário que se inclua a promoção, com amparo pedagógico adequado, do acesso dos estudantes da rede pública de ensino municipal à produção teatral da Cidade de São Paulo (a exemplo do projeto FDE, da Secretaria do Estado da Educação, no período em que existiu e quando bem aplicado). Propomos também a rediscussão do Programa Vocacional.

4 – Propomos a rediscussão das políticas de Fomento à produção cultural teatral do Município, incluindo a participação, na definição dessas políticas, das pequenas e médias produções.

5 – Propomos a discussão de pauta teatral para o Teatro Municipal, hoje inexistente para o teatro de prosa.

6 – É importante a discussão de políticas referentes ao valor do ingresso, da validade e das consequências do ingresso gratuito como política de acesso.

7 – É urgente a discussão da revitalização sociocultural da região da Bela Vista, Barra Funda, Consolação e seu entorno, bairros que foram focos, tradicionalmente, de intensa atividade cultural, hoje destituídos dessa capacidade de movimentar culturalmente a cidade, devido à situação social precária e violenta.

Nesta região se localizam os teatros: TBC, Maria Della Costa, Ruth Escobar, Funarte, São Pedro, Sergio Cardoso, TAIB, Teatro Grande Otelo, Teatro de Arena, Teatros da Praça Roosevelt.  Destes, apenas alguns se mantiveram funcionando razoavelmente, para a produção teatral, tais como o Sergio Cardoso (da Secretaria do Estado da Cultura), o Teatro de Arena e a Funarte (da Funarte), e os da Praça Roosevelt.

A perda de espaços historicamente importantes para a cultura teatral, como o TBC e o TAIB, e a precariedade em que outros continuam suas atividades, sugerem a pouca atenção do poder público municipal às dificuldades de digna sobrevivência de uma de suas mais importantes atividades culturais: o teatro paulistano, cujo berço é a Bela Vista, a Barra Funda, a Consolação e toda a região do seu entorno.

Propomos a interação com as unidades do SESC da região. E, sobretudo, consideramos que a ação efetiva dos poderes públicos para a promoção cultural da região, como uma das formas de resgate das populações carentes e da qualidade de vida desses bairros, é ação municipal obrigatória.

8 – Propomos a recuperação da Campanha de Popularização Teatral (conhecida, de 1974 a 2009 – portanto por 35 anos – como Campanha da Kombi). Destinava-se ao acesso popular ao teatro, na Cidade de São Paulo, a preços reduzidos, de 15 de novembro a 15 de janeiro de cada ano. Esta campanha, com postos de venda de ingressos subsidiados, e apoiada por ampla divulgação, com recursos do município, do estado e da União, foi responsável pela manutenção contínua de inúmeros espetáculos, preenchendo a lacuna da temporada nos meses mais difíceis para a atividade teatral, no fim de cada ano. Perdeu-se, e nada foi criado para substituí-la. Contemplava todos os espetáculos em cartaz que desejassem participar.

9 – Considerando o que foi exposto neste documento, e dado a urgência de intervenção adequada assumimos a seguinte proposta em relação à atividade teatral: que as entidades de classe sejam convocadas para  discutir, após  consultarem suas bases,  uma agenda única para a  política cultural do município, já que se trata de uma única classe , a que faz teatro em São Paulo. Propomos que a política cultural municipal para o teatro seja avaliada pela categoria como um todo, ouvidas as entidades e também os artistas que desejem se manifestar, através da Internet, ou de outros possíveis instrumentos, e tal política seja dada a conhecer a todos, formalmente, como o Programa Municipal de Cultura a ser aplicado no setor.

??????????????

Documento apresentado em reunião com o Exmo. Secretário Municipal de Educação , Cesar Callegari, realizada no dia 18 de janeiro de 2013 às 16hs, na  Secretaria de Educação, Rua Borges Lagoa, 1230.

SÔBRE A POLÍTICA ARTE EDUCACIONAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E SUA INTERAÇÃO COM AS ARTES CÊNICAS

A finalidade da arte educação é favorecer o desenvolvimento integral do indivíduo, oferecendo condições para que expresse ideias e emoções. A arte educação acrescenta e propicia, à educação cognitiva, o desenvolvimento emocional. Estimula a inteligência, o gosto, e contribui para a formação da personalidade. A preocupação da arte educação não é a mera formação de artistas, ela se destina ao desenvolvimento de todo e qualquer indivíduo. É inegável, no entanto, a contribuição das artes cênicas, notadamente do teatro, aos processos arte educativos.

Somos um grupo de cidadãos atores, arte educadores e produtores culturais, interessados em discutir as políticas voltadas para a ação cultural na Cidade de São Paulo, sobretudo as que têm por objetivo promover a  interação com as artes cênicas, o teatro especialmente.

Não identificamos, no momento presente, a realização, pelo governo municipal e pelas entidades representativas, de discussão ampla e transparente de políticas públicas voltadas para ações integradas entre arte educação e produção cultural. Ações e equipamentos são geridos e definidos sem consulta, desconhecendo-se os motivos e os percursos realizados, numa política segmentada, que vem minimizando o caráter de participação coletiva que historicamente se buscou atingir, na criação das políticas públicas para as artes, inseridas no contexto educacional da Cidade.

Relacionamos abaixo algumas de nossas sugestões, propostas e preocupações para suscitar a reflexão, a memória, a imaginação e, sobretudo a nossa interação, na discussão sobre essas questões.

1 – Os equipamentos denominados CEUS foram projetados para uma dupla ação cidadã: a de impulsionar a atividade artística, cultural, educacional e esportiva nos locais em que se encontram suas unidades, mas também de permitir a ampla difusão por todas elas da itinerância  de produções teatrais da Cidade, de forma a permitir o amplo acesso da população à fruição desses bens. Consideramos que a política adequada para os CEUS ainda está por existir.

Propomos a administração e utilização adequadas dos CEUS para a promoção do acesso da população às obras culturais, sobretudo à produção teatral da Cidade de São Paulo. A garantia de recursos que possam apoiar grupos e companhias teatrais na utilização dos mesmos. A seleção democrática e transparente de Projetos, através de comissões representativas de notório saber. E a organização das apresentações em temporadas ou sequências, para otimizar sua fruição artística e educacional.

2 – Propomos um Programa de ação arte educativa. É gritante a ausência de Projetos destinados a instigar o diálogo entre arte, cultura, educação e comunicação, que promovam a revitalização dos mesmos. Na memória de muitos cidadãos desta Cidade certamente  está registrado o momento em que tais ações ocorreram no ambiente escolar. Formavam novos públicos, promovendo o convívio permanente dos educandos com a criação e o conhecimento de obras artísticas. Esses programas desapareceram, não sendo substituídos por outros de mesma envergadura. Provavelmente nossa inércia em defendê-los se deve à crença de que a formação e a qualificação do público possa ser obtida através de mero apoio financeiro à produção.

No âmbito destas ações, é urgente e necessário que se inclua a promoção, com amparo pedagógico adequado, do acesso dos estudantes da rede pública de ensino municipal à produção teatral da Cidade de São Paulo (a exemplo dos projetos do FDE, da Secretaria do Estado da Educação, no período em que existiu e quando bem aplicado). Propomos também a rediscussão do Programa Vocacional.

3 – É urgente a discussão da revitalização sociocultural da região da Bela Vista, Barra Funda, Consolação e seu entorno, bairros que foram focos, tradicionalmente, de intensa atividade cultural, na verdade o berço do teatro paulistano, hoje destituídos da capacidade de movimentar culturalmente a Cidade, devido à sua situação social precária e violenta.

Lembramos os inúmeros teatros e equipamentos culturais da região, entre os quais alguns já inertes, como o histórico TBC, o TAIB, outros persistindo de forma precária, como o Teatro Ruth Escobar, o Teatro Maria della Costa, o Teatro de Arena, apenas para citar alguns que vêm sofrendo o forte impacto da degradação socioambiental da região em que se localizam.

Propomos a interação com as unidades do SESC da região para programas arte educativos. E, sobretudo, consideramos que a ação efetiva dos poderes públicos para a promoção cultural da região, como uma das formas de resgate das populações carentes e da qualidade de vida desses bairros, é ação municipal obrigatória.

4 – Considerando o que foi exposto neste documento, e dada a urgência de intervenção adequada, assumimos a seguinte proposta em relação à  interação entre programas educativos e produção teatral da Cidade: que as entidades de classe sejam convocadas para discutir, após consultarem suas bases, uma agenda única para a política cultural do município, já que se trata de uma única classe, a que faz teatro em São Paulo. Propomos que a política cultural municipal para a arte educação e o teatro seja avaliada pela categoria como um todo, ouvidas as entidades e também os artistas e arte educadores que desejem manifestar, através da Internet, ou de outros possíveis instrumentos, e tal política seja dada a conhecer a todos, formalmente, como o Programa de Interação da Arte Educação e da Produção Teatral a ser aplicado no Município.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s